Eu podia passar um ano argumentando aqui sobre as razões pelas quais eu não elegeria um governo fascista. Mas hoje só quero falar sobre uma coisa.
Em 2023 eu perdi a pessoa mais importante da minha vida, por
sequelas da pandemia da COVID-19. Não faz muito tempo isso, mas parece que ninguém
se lembra mais.
Naquele momento tínhamos no governo alguém que refutava a
ciência, que perseguia pesquisadores, que cortava a verba de universidades, que
incentivava tratamentos indevidos e comportamentos de risco, que atrasava a vacina,
que celebrava o extermínio de diversas pessoas. O nome disso foi genocídio. Essa
palavra que devia ser mais falada num país que viveu tantos.
Milhares de famílias viveram um luto à distância. Feridas que
não cicatrizaram. E eu, nunca vou esquecer.
Se houver uma nova pandemia mundial, não quero estar num país
com um governo genocida.