Ouvi a mesma música repetidas vezes.
Um esforço a cada tentativa de tirá-la da minha mente.
Andar pelas ruas.
O vento frio, milhares de sensações.
A presença dela em toda parte, como se o ar a trouxesse pra dentro de mim.
Meus olhos molhados, fugindo de coisas que tornariam esse dia impossível.
A liberdade. Um preço alto.
Cubro todos os sons. Recolho a respiração.
Na minha cabeça um filme. Quem dera o tempo fosse um filme e os segundos pudessem ser revividos...
Sinto frio.
Não pude ir.
Esperei algum tempo e não pude ir.
Continuo vendo aquele sorriso na minha frente.
O difícil é escapar das coisas que estão dentro.
A mesma música cem vezes. Um lugar onde não houvesse o lembrar, o arrepender-se.
Meu coração empurra meu corpo pra dentro.
Não era o caminho mais fácil. Era o único.
Imagino qualquer coisa impossível. Um desejo doído...
O choro de novo.
A beleza das coisas que espero ver, a das que já enfeitiçaram meus olhos,
Há quanto tempo não passava um dia sem aquela voz? Um dia, cem anos.
Não sei dizer porque as coisas me inundam desse jeito.
Às vezes um peso enorme...
A fusão das formas.
Moraria num segundo. O que a vida trará não se sabe.
Até aqui, moraria num segundo. O ápice de uma existência.
Que não seja essa dor em ti.
A vida, uma bobagem, meu coração, ridículo.
O estar incompleto.
O amor, um sem fim de razões,
Meu coração ingrato.
Vou procurá-la em outros tempos, outros lugares, outros abraços...
O que entra fica preso para sempre.
O romance jamais representado.
13.5.08
5.3.08
"A mulher dilacera o meu estômago com suas unhas roxas...
Uma dor de desmaiar...
É o momento ali... minha dor viva...
Suas unhas cortantes...
Meu coração disparado...
Meus olhos se enchem d'água...
E ela continua...Ela sabe o que fazer...
É o momento... a única chance...
O amanhã revelará o sonho... e não haverá mais volta...
Beijo sua boca enquanto me parte em dois...
Quando o dia nascer....
Quero ter ido ao inferno..."
Uma dor de desmaiar...
É o momento ali... minha dor viva...
Suas unhas cortantes...
Meu coração disparado...
Meus olhos se enchem d'água...
E ela continua...Ela sabe o que fazer...
É o momento... a única chance...
O amanhã revelará o sonho... e não haverá mais volta...
Beijo sua boca enquanto me parte em dois...
Quando o dia nascer....
Quero ter ido ao inferno..."
4.3.08
Se eu ouvir sua risada,
Ou o som da tua voz...
Juro que não é por mal...
Algumas coisas teimam em doer...
O coração na mão e a saudade...
Seja o que o vento trouxer...
Uma leve brisa e uma sensação funda...
Funda que demora a subir... e inunda tudo...
E vaza pelos olhos... desculpe a franqueza...
Alimento um sorriso fraquinho...
Os carros passam por mim...
Pra que tanta falta...
Repito: amanhã mais leve.
Os olhos pesados. Pés descompassados.
Seja como for.
Ou o som da tua voz...
Juro que não é por mal...
Algumas coisas teimam em doer...
O coração na mão e a saudade...
Seja o que o vento trouxer...
Uma leve brisa e uma sensação funda...
Funda que demora a subir... e inunda tudo...
E vaza pelos olhos... desculpe a franqueza...
Alimento um sorriso fraquinho...
Os carros passam por mim...
Pra que tanta falta...
Repito: amanhã mais leve.
Os olhos pesados. Pés descompassados.
Seja como for.
6.12.07
Ela sorri de canto, olha meio desconfiada... meio sem jeito... não sei dizer...
A mais profunda paz...
O mais ardente desespero...
Aos que já se afogaram resta o pavor...
Essa noite eu entrei no mar...
E quanto mais longe eu ia da praia... menos eu entendia aquele medo...
Era pra ser assim...
Era pra ser ela...
Como um sinal... como a luz de um farol...
Hipnose... paralisia...
Encantamento...
Geração espontânea de vida...
Crescendo em mim com uma fome secular...
Há que se preparar a casa...
O amor chegou.
A mais profunda paz...
O mais ardente desespero...
Aos que já se afogaram resta o pavor...
Essa noite eu entrei no mar...
E quanto mais longe eu ia da praia... menos eu entendia aquele medo...
Era pra ser assim...
Era pra ser ela...
Como um sinal... como a luz de um farol...
Hipnose... paralisia...
Encantamento...
Geração espontânea de vida...
Crescendo em mim com uma fome secular...
Há que se preparar a casa...
O amor chegou.
26.11.07
Agora
O contorno...
É preciso abraçá-la.
Ela sorri.
Já não sei mais onde estou.
Ela faz o relógio correr, atordoado.
O tempo parar...
Seguro sua mão...
A vida fica simples como um beijo...
Calma...
Se houvesse um grande precipício à frente...
Ainda teria a mesma paz do seu lado...
Alguma coisa se move em mim...
Batimentos acelerados... náusea...
Deixo a lógica do lado de fora. Tranco a porta.
Aqui onde o universo morre e renasce...
Eu danço... a música vem dela...
Quero os seus olhos no amanhecer...
Pra que sempre haja sol.
É preciso abraçá-la.
Ela sorri.
Já não sei mais onde estou.
Ela faz o relógio correr, atordoado.
O tempo parar...
Seguro sua mão...
A vida fica simples como um beijo...
Calma...
Se houvesse um grande precipício à frente...
Ainda teria a mesma paz do seu lado...
Alguma coisa se move em mim...
Batimentos acelerados... náusea...
Deixo a lógica do lado de fora. Tranco a porta.
Aqui onde o universo morre e renasce...
Eu danço... a música vem dela...
Quero os seus olhos no amanhecer...
Pra que sempre haja sol.
17.11.07
10.11.07

O silêncio
Sim, o silêncio dos mortos
O silêncio de um golpe no escuro
O silêncio em mim
Faço uma prece pra que as paredes se movam
E que o movimento não tenha que partir de mim
Queria a força para apagar todas as coisas
Queria um mundo que fosse meu
Todos dormem...
Noite clara. Ameaça de chuva
Minha alma grita. O silêncio.
E se não houver lugar, nem tempo...
Será que eu consigo?
Seguro o volante com mais força...
- Será que isso é um carro?
O que quer dizer não sentir?
Será que alguma coisa morre?
Se aquele muro sorrisse para mim seria mais fácil?
Então você se virava e fechava a porta
Eu já estou num túnel
O escuro não me incomoda...
Só as luzes
Luzes não, enfeites, disfarces...
Não gosto de artifícios
Tapeadores
O mundo anda tão desatento...
Eles se divertem
Entorpecentes
Cada vez que minha mente mergulha na tua presença
E me convida a fugir da própria vida...
Sim, o silêncio dos mortos
O silêncio de um golpe no escuro
O silêncio em mim
Faço uma prece pra que as paredes se movam
E que o movimento não tenha que partir de mim
Queria a força para apagar todas as coisas
Queria um mundo que fosse meu
Todos dormem...
Noite clara. Ameaça de chuva
Minha alma grita. O silêncio.
E se não houver lugar, nem tempo...
Será que eu consigo?
Seguro o volante com mais força...
- Será que isso é um carro?
O que quer dizer não sentir?
Será que alguma coisa morre?
Se aquele muro sorrisse para mim seria mais fácil?
Então você se virava e fechava a porta
Eu já estou num túnel
O escuro não me incomoda...
Só as luzes
Luzes não, enfeites, disfarces...
Não gosto de artifícios
Tapeadores
O mundo anda tão desatento...
Eles se divertem
Entorpecentes
Cada vez que minha mente mergulha na tua presença
E me convida a fugir da própria vida...
Quero morar num instante...
É tudo que existe...
Minha chave para o longuínquo..
Mergulho no teu espírito
Respiro tua respiração
Pra me encontrar bem longe de mim
Onde as ondas fogem da areia
Como eu poderia ter inventado um mundo onde eu não caibo?
Três palavras explodindo nos meus lábios
Não posso dizê-las, mas elas teimam em me acompanhar
Os faróis do caminhão na minha frente parecem sorrir
O sarcasmo
Holofotes ambulantes me cansam
Não o vazio...
O vazio é essencialmente belo... extraordinário...
Talvez fosse a cura...
É tudo que existe...
Minha chave para o longuínquo..
Mergulho no teu espírito
Respiro tua respiração
Pra me encontrar bem longe de mim
Onde as ondas fogem da areia
Como eu poderia ter inventado um mundo onde eu não caibo?
Três palavras explodindo nos meus lábios
Não posso dizê-las, mas elas teimam em me acompanhar
Os faróis do caminhão na minha frente parecem sorrir
O sarcasmo
Holofotes ambulantes me cansam
Não o vazio...
O vazio é essencialmente belo... extraordinário...
Talvez fosse a cura...
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